Causas secundárias das injustiças sociais
 

(1ª parte)
Já nos conscientizamos de que todas as injustiças sociais pós-modernas têm uma causa única: a rejeição à Deus. A causa primária das injustiças sociais entre todas as nações, que não conhecem a Bíblia, como única regra de fé e prática, é porque não dão crédito a tudo o que já conhecem a respeito da criação do Universo e do homem (Romanos 1.18-32) e, do mesmo modo, não respondem adequadamente aos ditames de sua própria consciência (Romanos 2 .12-16). E isso é gravíssimo, porque ninguém pode se desculpar, declarando que pratica injustiças sociais por ser inconsciente. Ninguém é inconseqüente por que é inconsciente. Todo ser humano é consciente.
No caso das Igrejas de Jesus Cristo, a causa primária das injustiças sociais é bem mais grave. Os cristãos praticam injustiças sociais porque desconhecem as maravilhas divinas da criação de Deus, porque não dão ouvidos à sua consciência moral e, bem mais grave do que tudo isso, porque categoricamente rejeitam a Lei de Deus - Salmos 119.11, 105. Obviamente que, a causa primária das injustiças sociais, que é a rejeição à Lei de Deus, traz como conseqüências várias causas secundárias, que desembocam em comportamentos éticos, religiosos e morais, pontilhando estilos de vida desregrados para o indivíduo e para a sociedade. A teologia errada traz como conseqüência a ética errada. A ortodoxia é a mãe da ortopraxia. Por isso que, temos que acertar os rumos de nossas vidas dentro dos parâmetros da Lei de Deus, para que acertemos os rumos de nossas práticas e vivências sociais.
Pelo exposto, considerando mais uma vez Amós 2.04-16, percebemos que a nação israelita desencadeou-se numa imoralidade desavergonhada. As injustiças sociais se misturavam com as imoralidades, num desencadeamento de práticas religiosas frustradoras, tendo tudo isso como causa a rejeição da Lei de Deus.
O nome de Deus era profanado não apenas pela luxúria desenfreada e pelas injustiças sociais, mas também, quando pai e filho se deitavam com a mesma mulher, como, por exemplo, com as prostitutas da deusa Astarte. As injustiças sociais eram acompanhadas da sujeira moral, anulando o bom senso entre os próprios componentes da família. Não é exatamente isso que acontece, atualmente ? Não é verdade, que as injustiças sociais de nosso tempo estão acompanhadas das práticas sensuais cada vez mais desavergonhadas e desastrosas, arruinando o vigor da família e fazendo desaparecer os conceitos de caráter, de moral, de bom nome, de pudor e de honra ?! Observamos em Romanos 1.18-32 que, como resultado de as pessoas não observarem a glória de Deus, através do Universo criado, desencadeou-se a degenerescência moral, nas mais variadas práticas de sensualidade desenfreada, o que naturalmente se manifesta nas injustiças sociais.

*A teologia de Paulo*
Por
Pr.Ms. Wisley Menezes/CONAMAD

Paulo era um homem de tres mundos...

Paulo e o Helenismo. A familiaridade com o mundo grego é indicada pela sua origem (Tarso, centro do epicurismo) e pelo estilo e vocabulário helênico. Ele foi capaz de “... interpretar o evangelho numa forma que fosse compatível com a cultura helênica.” Mas não há fusão de idéias gregas com a teologia judaico-cristã.

Paulo e o judaísmo. Na base da mentalidade e formação de Paulo está o ambiente judaico, do qual ele próprio dá testemunho (Fp 3.5,6; 2Co 11.22; Gl 1.14; At 22.3). Como Paulo nunca recebeu uma “teologia pronta”, suas idéias devem ser entendidas a partir de seu embasamento original. Em princípio, há pouca dúvida de que os alicerces do pensamento Paulino estavam no AT e no judaísmo de seu tempo. “... Paulo estava preparado, como teólogo judeu, a pensar, sob orientação do Espírito Santo, nas implicações do fato de que o Jesus de Nazaré crucificado era de fato o Messias e o Filho de Deus ressurreto e elevado ao céu.” O problema é que o judaísmo não era uniforme; era composto de várias correntes, especialmente a rabínica (farisaísmo), a apocalíptica, a helenista (diáspora) e a qumrânica. Essas correntes interagiam e não eram puras. Assim, propôs-se que Paulo fosse basicamente rabínico (W. D. Davies), apocalipsista radical (Schweizter), sincretista que fundiu o cristianismo judaico primitivo com as religiões de mistério ou um helenista com características protognósticas. Provavelmente o embasamento teológico de Paulo é judaico, farisaico (rabínico) e apocalíptico, mas aberto a certa influência das outras correntes judaicas e do helenismo.
A religião de Paulo reflete sua origem judaica, no monoteísmo, culto, ética, fé nas escrituras hebraicas e até na hermenêutica. Como judeu, afirmava a centralidade da Lei, que incluía as tradições (Gl 1.14). Como os outros fariseus, Paulo “... tinha perdido o sentido da revelação de Deus e a sua fala através da voz viva da profecia.”, agarrando-se ao Torah. Participava da esperança escatológica básica do judaísmo, que remonta aos profetas do AT, na estrutura apocalíptica de duas eras (olam hazzeh e olam habbah), esperando a salvação futura de Deus. Era um perseguidor dos cristãos na medida em que reconhecia em Jesus a negação do judaísmo farisaico, que para ele era a fé bíblica. Jesus não poderia ser o Messias, nem seus discípulos o povo messiânico; portanto o movimento representado por Estêvão tinha de estar errado (At 7.35ss, 58; Gl 1.13; 1Co 15.9; Fp 3.6), e “... a própria existência da igreja, com sua afirmação de ser o povo do Messias, era uma ameaça ao judaísmo.”

Paulo conheceu o cristianismo helenista de Jerusalém. Como judeu helenista originário de Tarso, Paulo frequentava a sinagoga dos “libertos”, onde ouviu a pregação irresistível do helenista Estêvão (At 6.8-10). As acusações de que este ensinava contra o Templo e contra a Lei (6.13,14) tem seu fundo de verdade claro no sermão que ele proferiu, especialmente no final, onde afirma que Deus não habita em templos humanos e que os próprios judeus jamais cumpriram a Lei (7.48-53). O desafio reformatório de Estêvão ao judaísmo abalou o equilíbrio alcançado entre a igreja e o judaísmo com Gamaliel (5.33-42) levando a uma grande perseguição da qual Paulo foi um importante personagem (7.54-8.1-3; 9.1ss). Esse mesmo desafio reformatório é encontrado posteriormente no ministério de Paulo.

A Experiência Revelatória

A experiência no caminho de Damasco está na origem da religião de Paulo. Diversas tentativas foram feitas para explicar a experiência; ela certamente não foi fruto de reflexão, pois todos os testemunhos indicam que a mudança foi quase instantânea; alguns propuseram que teria sido uma crise psicológica, mas não há indícios de que ele estivesse psicologicamente predisposto a tal crise (cf. Fp 3.4,7; Rm 2.13,23). A história não consegue encontrar uma explicação natural e limita-se ao silêncio; a interpretação existencial vê uma mudança radical no autoentendimento, mas como bem coloca Ladd, essa mudança não é o conteúdo, e sim o resultado da experiência de Damasco. Paulo nunca diz que sua insatisfação com o judaísmo o levou à fé e à experiência com Cristo; pelo contrário, afirma que o encontro com Cristo produziu sua insatisfação com o judaísmo. A melhor opção é sem dúvida ouvir o que o próprio Paulo disse. Para ele o que aconteceu foi “... uma aparição a ele do Jesus ressurreto, glorificado ...” (cf. Gl 1.12; 1Co 9.1; 15.8; At 9.1-9; 22.6-16; 26.12-18). Essa é a única alternativa viável para explicar a transformação de Paulo.


 

*Para Meditar... Páginas Soltas...*
Por 
Pr.Ms. Wisley Menezes

O telefone tocou...

Alô, Luciano?

Sim. Quem é?

Não reconhece mais a minha voz?

Não estou conseguindo identificar. Quem está falando?

Nossa, como foi fácil pra você me esquecer... Acho que não tivemos muito significado...

Nathasha?!

Oi...

Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para sempre ...

Vai ofender? Eu desligo!

Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo...

Não, espere, não vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso.

Tá. E o que você quer?

Nada. Eu só queria ouvir sua voz.

Só? Então já ouviu. Mais alguma coisa?

Espere, pare de ser grosso. Não, desculpe, não desligue. É que eu estou me sentindo muito sozinha.

Foi você quem quis assim, querida. Sorva do seu próprio veneno.  

Realmente você não muda. Só sabe acusar...

Bom, vou desligar. Tchau...

NÃO, PELO AMOR DE DEUS, não desligue, espere, preciso te dizer algo...

Fala logo, Natasha, tenho que trabalhar.

Eu estava errada. Me perdoe.

ERRADA? Você estava errada? Tem certeza disso? Será que não é um pouco tarde pra dizer isso?

Mas agora eu reconheço...Por favor, amor, me perdoe!

Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do papelão que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga, por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu Deus, dois anos...

Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe!

Pra que você quer o meu perdão? Você nem ligou pra dizer que já estava com outro cara. Pra que perdão? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu bem... Só me deixe em paz, por favor (Luciano chora baixinho).

Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório. Era ela. Natasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular. Luciano fica perplexo, alegre e triste - ela está linda, belíssima, muito elegante. Mas seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mão tinha uma sacola. Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o celular, olhou para ele e disse:

Oi, amor.

Oi, Natasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!

Olhos baixos, Natasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de fotografias. Luciano a observava, perplexo, triste, e via as lágrimas de Natasha molharem a fórmica da sua escrivaninha.

Cada objeto tirado era uma facada no coração sofrido de Luciano. Algumas coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas, pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...

Pensei que você havia jogado as coisas que lhe dei, Natasha...

Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...

Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que Natasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho de Natasha.

Por que você veio hoje aqui, Natasha? Deu a louca? O que te traz aqui?

Natasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse:

Estou com câncer, Luciano...

CÂNCER? Luciano petrificou-se.

Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e pra morrer em casa...

Luciano não esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussões, onde Natasha, na hora do nervoso, dissera: "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como se a cena passasse de novo na mente de Luciano.

Como foi, Natasha?

Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor, fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me amava, Luciano. Se eu não fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdão! Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O André me batia, me traía, eu fugi.

E ele não foi buscar você de volta?!

O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas.

Luciano estava perplexo.

Luciano, estou voltando pro Senhor, estou me preparando pra partir. Mas tenho que receber o seu perdão, amor! Sei que nunca irei compensar o que lhe fiz, mas... por favor... ME PERDOA, AMOR!

Luciano olhou para aquele resto de mulher - outrora tão orgulhosa, ostentando tanta beleza e auto-suficiência, confiando tanto em seu corpo e em sua fulgurante beleza, e agora, bonita ainda, mas notadamente pálida, enferma, cheia de hematomas nos braços, pescoço e pernas, e triste, profundamente triste, a implorar-lhe perdão para morrer em paz!

Cena patética! Ali estava quem Luciano mais amara na vida, quem mais o fizera sofrer, a depender de uma palavra apenas, para morrer em paz!

 

"Hora da vingança", veio-lhe à mente. Claro, agora seria a hora da revanche! Mas Luciano era um moço crente, de bom coração, e seria incapaz de reter a bênção para aquela a quem tanto amara e que, infelizmente, ainda tanto amava e tanto o fazia sofrer...

Quer que eu perdoe você, Natasha?

SIM, PELO AMOR DE DEUS, Luciano! Nunca mais tomei a Ceia do Senhor, nunca mais louvei ao Senhor com alegria, nunca mais fui membro de igreja, não agüento mais! Aceito as conseqüências, mas, por favor, diga que me perdoa!

Enxugando as lágrimas, refazendo-se, Luciano olhou-a no fundo dos olhos, tomou as suas duas mãos, que estavam frias como as de um defunto, e lhe disse, num terno sorriso misericordioso:

Querida: desde que você foi embora eu já havia lhe perdoado. Mas, se você quer escutar e sentir paz, ouça-me: EU PERDÔO VOCÊ POR TUDO QUE ME FEZ. VOCÊ ESTÁ LIVRE EM NOME DE JESUS!

Natasha tremeu. Gritou "aleluia", sorriu, chorou, e caiu desmaiada.

Logo o assistente de Luciano veio ajudá-lo, e, colocando-a no carro, levaram-na para o hospital. Luciano tinha o telefone de toda a família ainda, ligou e avisou. Em uma hora todos estavam ali na recepção, tristes, aflitos, alguns desesperados. Chegou o pastor. A família implorou-lhe que fosse até a UTI orar com ela. O pastor, que conhecia o Luciano, olhou bem pra ele, pensou, fechou os olhos em oração, e, a seguir, falou:

Quem tem que entrar é o Luciano. Vá lá, Luciano. Eu conheço o diretor da UTI, pedirei autorização.

EU, PASTOR?

Sim, filho. Ela é o seu amor.

FOI, PASTOR..

Não, filho. Deus o uniu a ela novamente, ainda que seja na despedida.

Luciano não sabia o que fazer. A família, desconsolada, chorava, mas a mãe, certa do que tinha que ser feito, empurrou o Luciano até a porta, dizendo: "Vai, filho, corre, antes que seja tarde!"

Ah, aquele corredor que dava para a UTI parecia não ter fim! Cada passo dado era uma lembrança: o primeiro beijo, a primeira maçã-do-amor, o primeiro jantar, o primeiro por-do-sol juntos; o dia em que viajaram num encontro missionário, o dia em que foram juntos à praia e que ele deu de presente a primeira rosa!

O jantar de noivado, os telefonemas, tudo. Não sobraram recordações da tragédia, da traição, do desprezo. Na verdade quem ama guarda as más experiências numa sacola furada. E Luciano fez assim.

Vestido com o jaleco, a máscara e o sapato de pano, Luciano entrou. Vários boxes onde pessoas definhavam. Lá estava Natasha, no número 6. Estava no respirador artificial, cuja sanfona funciona como um pulmão e faz um barulho horripilante. Estava linda, mas totalmente ligada a aparelhos, notadamente cansada, em coma, morrendo. Luciano sentiu sua dor. Chorou. Tremeu. Segurou forte a mão de sua amada. Pensou em Cristo, que dera a vida pela noiva, pensou em Oséias, que aceitou a esposa adúltera novamente, pensou em Deus, que tantas e tantas vezes tratou a Jerusalém com compaixão. Quem era ele para não perdoar? Quem era ele para não acolher?

Então orou.

"Senhor, o que posso dizer? Minha garota está morrendo! Ex-garota, claro. Mas mesmo assim está doendo, Pai! E eu sou impotente diante de tudo isso! Essas máquinas, esse cheiro de éter e de carnes inflamadas, esse barulho infernal, meu Pai, o que posso dizer? Que deixe a minha garota morrer em paz? Sim, Senhor, leve-a para a tua glória! Eu a amo! Mas sei que tu a amas mais do que eu! Abençoa a Natasha. Em nome de Jes...

Subitamente Luciano pensou em completar a oração com o seguinte pedido:

"Mas, Senhor, se ainda houver um espaço para ela viver para ti, recuperar parte do tempo perdido, se na tua infinita misericórdia não for demais, por favor, Senhor, cura a tua serva. Ela já sofreu bastante, ela aprendeu, Senhor. Até eu, que fui o mais ofendido, já a perdoei! Por favor, Senhor, se der, devolve-lhe a vida! Mesmo que não seja pra viver comigo. E agora sim, em nome de Jesus. Amém".

Por favor, me avisem - disse Luciano aos familiares - , me avisem quando tudo terminar. Quero estar presente.

E foi embora. Tirou a tarde para viajar, seu hobby preferido: foi pra uma cidadezinha próxima, ver o por-do-sol.

No caminho, ao longo da rodovia, seus pensamentos corriam mais que o vento: por que tudo isso estaria acontecendo? As coisas não poderiam ter sido mais fáceis? E agora? Ele, no carro, ela no hospital, a lembrança daquelas máquinas monstruosas de prolongar a vida não lhe saíam da memória... As lágrimas corriam, misturadas à poeira do vento seco do caminho.

Revoltado com tudo isso, parou o carro no acostamento. Encontrou uma estradinha de terra. Devagar, como a seguir um féretro, entrou pela rota dos sitiantes. Subiu devagar a montanha, encontrou um mirante. Parou, abriu a porta, e, num grito de dor e lamento, chorou. Ah, como chorou! Seu pranto escorria pela porta do carro. Os pássaros, assustados, aquietaram-se nas árvores, contemplando aquele misto de dor e revolta. Parecia que todo o mundo fazia silêncio em respeito a tanta dor.

Deus, por que? Por que? Por que? Por que tive que amá-la? Por que tive que vê-la? E agora, Senhor, o que fazer? E se tu a levares? O que será de mim? Eu já estava quase esquecendo, Senhor! Agora tudo volta a doer! Senhor, Senhor...

Cansado de tanto chorar, entrou no carro e deitou-se, estendendo o banco para o fundo. Travou a porta, colocou uma fita de música clássica e desfaleceu. Ali estava um moço de valor, que amava e que lutava entre sua vontade e a vontade de Deus.

Sonhou durante o sono, no delírio da febre. Sonhou estar na igreja. Viu o pastor a pregar, e, ao seu lado estava Natasha, bonita e sorridente. Lá do púlpito o pastor dizia: "Aquele que amar mais à sua mulher, mais do que a mim, não é digno de mim - palavras de Jesus!" E, aos poucos, o sorriso de Natasha foi sendo coberto por uma neblina e desaparecia. Assim acordou.

Assustado e cônscio de que Deus falara com ele, pôs-se a orar, dizendo:

Senhor, sei que é difícil, mas tenho que fazer isso. Confesso que estou revoltado, ó, Pai. Quero fazer a minha vontade, não a tua. Eu não estou conseguindo aceitar a tua vontade, caso seja a de levá-la embora! Sei que estou errado, Senhor, e sei que é isso que quisestes me falar. Senhor, sou teu servo e quero te obedecer. Se irás tirar a Natasha mais uma vez, tira-a, apesar de mim. Por mais que isso doa, Senhor, prefiro assim: não quero perder-te Senhor. Só me ajude e console o meu coração... Tu sabes o que será melhor para ela, e também melhor para mim. Em nome de Jesus, amém. 

Voltou a dormir.

Toca o celular.

Alô?

Luciano?

Sim, sou eu.

Aqui é o pastor, filho. Como você está?

Bem mal, pastor. Mas sobrevivendo...

Eu orei por você, garoto. Pedi a Deus para lhe fazer suficientemente forte para renunciar, se preciso for. Você quer conversar sobre isso?

Pastor - disse, sorrindo o rapaz, - já o ouvi pregar agorinha mesmo no sonho, já renunciei a Natasha. Está doendo, mas estou em paz. Obrigado.

Ótimo. Então volte pro hospital, Luciano. A Natasha acordou e saiu do estado crítico. Ela quer ver você...

O QUE??? SÉRIO, PASTOR?

Séríssimo. Vem com calma, mas acelera, filho...

Não levou hora e meia e Luciano estava entregando a chave do carro pro manobrista do hospital.

E a Natasha? , perguntou à mãe dela.

Filho, corre, ela está chamando por você! Vai, filho! Deus está agindo! Eu já a vi, mas ela teima que quer ver-lhe!

Agora o corredor do hospital era longo demais para ele. Se pudesse, daria três passos em um, para chegar mais rápido e contemplar o rosto de sua amada. Seu coração estava disparado, pensava no que ouviria e no que diria. O suor lhe escorria pela face e as vistas estavam enfumaçadas. Correu a vestir o jaleco, o sapato de pano, as luvas e a máscara. Box 06. Lá estava ela, e três médicos palestrando. Ao olharem o rapaz, perguntaram:

Você é o Luciano?

Sim, doutor, sou eu. Por que?

Converse um pouco com ela. Ela gritou o seu nome por mais de meia hora e nos deixou quase loucos! Isso é que é amor! Mas seja breve, ainda não entendemos essa súbita melhora. Temos que medicá-la novamente.

Aproximou-se do leito. Os lábios de Natasha estavam sangrados, a boca ferida, canos haviam saído da garganta, o pescoço estava com fios, braços e pernas com soro, sondas, enfim, uma cena dramática, mas não tanto quanto na última vez. Pelo menos o respirador artificial estava desligado, e em silêncio...

Lu..cia..no.. me.u...a..mor....

Fala, querida, eu estou aqui!

Je..sus....veio..a..qui! Eu..vi!

Luciano deixou as lágrimas verterem de seus olhos, lágrimas quentes e profundas.

Você estava sonhando, querida.

Nã..ão, meu ..a..mor, Je..sus veio...me di..zer.. uma..coi..sa!

Um tanto alegre, mas também incrédulo, Luciano pergunta:

E o que Jesus lhe disse, amor?

Dis.se...que.. vo..cê..me ama..va e..que..es.ta...va... (cof! cof!) es..ta..va. orando lá..num sí..tio.. por..mim...e ..lu..tan..do ...para me renun..ciar.. 

Luciano gelou. Natasha completou:

E..le.. me..dis..se..que..a.ceitou..a.sua..or.a..ção!

Agora ele estava arrepiado. Não só isso, ele estava com as pernas totalmente moles e adormecidas, num misto de medo e perplexidade.

E sobre você, amor, ele disse alguma coisa?

Dis.se..pa..ra....que..eu não ...pe..casse.. de nno..vo... - Natasha adormeceu.

Natasha!!! Natasha!! Não morra!!!

Calma, garoto - disse o médico - ela só adormeceu. Fique tranqüilo, mas saia agora, temos que seguir os procedimentos necessários.

E assim foi.

Natasha saiu do hospital em 20 dias. Sem explicação convincente, os médicos quiseram impetrar a si mesmos um erro de avaliação e diagnóstico,dizendo que pensaram que havia câncer onde nada existia, mas não sabiam explicar as dúzias de exames, de biópsias, de ressonâncias e de quimioterapias feitas. Claro, grande parte da medicina desconhece o poder de Deus, a misericórdia do Altíssimo. E um câncer desaparecido tem que parecer um mero "erro médico". Mas o milagre acontecera de fato...

Outra tarde, fim de expediente no escritório de Luciano, Natasha de pé em frente à escrivaninha de trabalho dele.

Luciano, de agora em diante eu viverei cada dia como um milagre do Senhor, e viverei apenas e tão-somente para a glória dele.

Que bom, Natasha! Espero que você seja feliz! Orarei sempre por você!

Luciano...

Fale, querida.

Quero pedir só mais uma coisa.

Se eu puder atender...

Eu quero me casar com você e ser a sua mulher, a sua companheira, e servir ao Senhor ao seu lado. Eu te amo! Me perdoe por tudo que fiz!

Era tudo o que o rapaz queria ouvir. Sorridente, abriu a gaveta da escrivaninha e tirou uma linda boneca de porcelana, numa casinha de papelão, idêntica à primeira, presenteada quando começaram a namorar. Levantou-se, entregou-lhe a boneca, abraçou sua amada pela  cintura, trazendo-a para junto de seu rosto, e lhe disse, com um brilho jamais visto em seu olhar:

Eu perdôo você e quero recebê-la como minha esposa, amor. Eu te amo!

Também te amo, querido!

Não se podia descrever o que era mais bonito e brilhante; se o brilho do sol da tarde, clareando toda a sala pelas vidraças, ou se o brilho do beijo de Natasha e Luciano, ao som da mais linda música que o mundo pode ouvir: o palpitar de dois corações apaixonados. Aliás, apaixonados por Deus primeiramente, e, por causa do Senhor, apaixonados um pelo outro...

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O resto?

Bem, essa já será uma outra "PÁGINA SOLTA"...


*Condição biológica ou opção?*

Por Pr.Ms. Wisley Menezes

O Homossexualismo não é...



• Genético: "... o homossexual masculino ou feminino é basicamente um homem ou uma mulher por determinação genética, com orientação homossexual por preferência aprendida" (Masters e Johnson, especialistas em sexo).

"... não existe fundamento no qual possa se justificar a hipótese de que homossexuais ou bissexuais de qualquer grau ou tipo tenham cromossomos diferentes dos heterossexuais (Dr. John Money, principal pesquisador de sexo da Universidade Johns Hopkins).

• Doença: "Na minha opinião, qualquer pessoa que tenta se aproximar da literatura de pesquisa fisiológica e psicológica com a mente aberta, terá de admitir que a melhor interpretação de homossexualidade deve ser a idéia de uma variante neurótica [i.e., um distúrbio psicológico ou emocional (Dr. van den Aardweg, autor do livro Homossexuality and Hope - Homossexualidade e Esperança).

"Esses dois livros contém a obra de mais de 30 psicanalistas - professores, psicanalistas célebres e pessoal da área médica de todo o país - e todos afirmam o fato de que a homossexualidade é uma condição psico-patológica que pode ser alterada... (Dr. Socarides, psicólogo e professor na Faculdade de Medicina Albert Einstein de N.York, referindo-se a dois livros que publicou: The Homossexualities: Fantasy, Reality and the Arts e The Homossexualities and the Therapeutic Process).

• Irreversível: "Schwarz e Masters (no relatório do Johnson Institute de 1984) revelam um grau de sucesso de 79,9% de homossexuais mudando sua orientação sexual para a heterossexualidade. Seu índice de seis anos de acompanhamento foram impressionantes 71.6%.

"O Dr. van den Aarweg (1986) relatou um grau de sucesso de 65%.

"Até o ativista liberal e apresentador de TV Phil Donahue [líder de audiência nos EUA], que acreditava na teoria biológica, agora diz aos homossexuais: 'Se você quiser mudar, você pode mudar'.

Homossexualismo é...

• Psicologicamente: Comportamento aprendido e dependência emocional.

• Fisicamente: Condicionamento que gera compulsão (e toda compulsão é fisicamente degenerativa).

• Espiritualmente: Transgressão da vontade de Deus, porque fere o caráter santo de Deus.

Joe Dallas, que durante cinco anos foi membro e pastor da Metropolitan Community Church, a mais famosa denominação "gay-cristã" dos Estados Unidos, e autor do livro A Operação do Erro depois de deixar a comunidade gay, comenta: "Levou menos de cinco minutos para eu me iludir e pensar que o homossexualismo era aceitável diante de Deus. Levaria cinco anos para eu estar disposto a reconsiderar.6 (...) Eu fui afortunado. Amigos cheios de amor me receberam quando me arrependi. Irmãos fortes me acolheram em sua comunhão. Fui perdoado, aceito e restaurado. Só posso desejar a mesma coisa para cada mulher e homem que, pela graça de Deus, também seja trazido para fora da ilusão.7 (...) Três anos mais tarde, depois de terapia e reflexão intensiva, comecei a aconselhar outros que estiveram em minha situação, e fiquei assombrado de ver quantos eram! (...) E durante esses oito anos tenho sido lembrado de que, se alguém tão iludido como eu pôde ser trazido para fora do homossexualismo, certamente qualquer pessoa pode."8

"Não se enganem, não herdarão o reino de Deus os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores, os marginais. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencerem a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:9-11).

O que a Bíblia fala sobre os homossexuais?

"Não se enganem, não herdarão o reino de Deus os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores, os marginais. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencerem a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus." (1 Coríntios 6:9-11)

O que fazer para deixar o homossexualismo?

"Fuja das paixões da mocidade e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, junto com os que com um coração puro buscam a ajuda do Senhor." (2 Timóteo 2.22)

"Eu os aconselho a obedecerem somente às instruções do Espírito Santo. Ele lhes dirá aonde ir e o que fazer, e assim vocês não estarão fazendo sempre as coisas erradas que a natureza pecaminosa de vocês quer que façam." (Gálatas 5:16)

Deus ama os homossexuais e os salva

"Procurem a ajuda de Deus enquanto podem achá-lo... Voltem para o Eterno, o nosso Deus, pois ele tem compaixão e perdoa completamente." (Isaías 55:6)

Por que compartilhar?

"Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona." (Provérbios 28:13)

"Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que sejam curados." (Tiago 5:16)

 


Atitudes Cristãs..

Por Pr.Ms. Wisley Menezes

Atitudes cristãs que não podem ser praticadas..


Não é engraçado como R$ 10,00 parece muito quando o levamos à igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?

Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas tão curta quando estamos no computador!

Não é engraçado como não achamos as palavras quando oramos, mas elas estão sempre na ponta da língua para conversarmos com um amigo?

Não é engraçado sentirmos tanto sono ao ler um capítulo da Bíblia mas é fácil ler 100 páginas do último romance de sucesso?

Não é engraçado como queremos sempre as cadeiras da frente no teatro ou num show, mas sempre sentamos no fundo da igreja?

Não é engraçado como precisamos de 2 ou 3 semanas de antecedência para agendar um compromisso na igreja, mas para outros programas estamos sempre disponíveis?

Não é engraçado como temos dificuldade de aprender a evangelizar e como é fácil aprender e contar a última fofoca?

Não engraçado como acreditamos nos jornais, mas questionamos a Bíblia? Não é engraçado como todo mundo quer ser salvo desde que não tenha que acreditar, dizer ou fazer nada ?

Não é engraçado como mandamos milhares de piadas pelo e-mail que se espalham como um incêndio, mas quando recebemos mensagens sobre DEUS não reenviamos para ninguém?

NÃO É ENGRAÇADO? Você está pensando?

Não é engraçado como R$ 10,00 parece muito quando o levamos à igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?

Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas tão curta quando estamos no computador!

Não é engraçado que quando você for repassar esta mensagem você vai excluir um monte de gente que você acha que não acredita em nada?

Não é engraçado?

Não, não é engraçado, é triste PRECISAMOS TER MAIS INTIMIDADE COM DEUS!!!!

Um Desafio Para Você!

Sim, eu amo Deus. Ele é a fonte de minha existência, é meu Salvador. Ele me sustenta a cada dia. Sem Ele eu não sou nada, mas com Ele eu posso todas as coisas através de Jesus Cristo, que me fortalece. (Filipenses 4:13)

 

Pr.Ms. Wisley Menezes

Secretaria Executiva CONAMAD

Brasília-DF

 


 

HOMOFOBIA E DISCRIMINAÇÃO NO SENADO FEDERAL  
 
 
PROJETO DE LEI DA CÂMARA – PLC N° 122, DE 2006
 
Trata-se do Projeto de Lei da Câmara (PLC) n° 122, de 2006, elaborado pela a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas,  Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, “determinando sanções às práticas discriminatórias em razão de orientação sexual das pessoas”. Ao texto do PLC  Nº 122/2006 foram  apensados outros Projetos de  Lei  de conteúdo semelhante, como obriga o Regimento Interno da Câmara dos Deputados. No transcorrer dos debates, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC, aprovou um “Substitutivo” ampliando o 
tratamento “protetivo” dado a outros grupos sociais e “minorias”, ou seja, reconheceu- se que legislação brasileira que pune os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, entre outras discriminações,  como se verá a frente, deveria ser ampliada para agregar punições contra a prática de homofobia.
Na  Câmara dos  Deputados, apresentado, pela  Deputada Lara  Bernardes-PT, o  Projeto  de  Lei  foi 
aprovado com o n° 5003, de 2001. 
O Substitutivo aprovado pela CCJC, conforme anotou o Relator, Deputado Luciano Zica,  do PT/SP, foi o 
resultado dos seguintes Projetos de Lei:  
Projeto de Lei n° 5.003, de 2001 “Determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação 
sexual das pessoas”;  
Projeto de Lei n° 0005 de 2003,
“Altera os arts. 1° e 20 da Lei n° 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3° do art. 140 do Código Penal, 
para incluir a punição por discriminação ou preconceito de gênero e orientação sexual”; ambos da Deputada 
Iara Bernardes, do PT/SP;  
Projeto de Lei n 3770 de 2004, de autoria do Deputado Eduardo Valverde-PT-RO, que “Dispõe sobre a 
promoção e reconhecimento da liberdade de orientação, prática, manifestação, identidade, preferência 
sexual e dá outras providências”.   
Projeto de Lei n 3.143 de 2004, de autoria da  Deputada Laura Carneiro-DEM/RJ, que “Altera a Lei n 
7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor”.
Com esse intuito, procederam-se alterações nas seguintes Leis: 
Lei n° 7.716 de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor  
§ 3°, do art. 140, do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal   
Art. 5°,  da  Consolidação das  Leis  do  Trabalho,  aprovado pelo Decreto-Lei 5452, de 1° de maio de 1943,. 2
As  alterações  foram  consolidadas  em  um  “Substitutivo”,  apresentado  pelo Relator da matéria na 
CCJC, Deputado Luciano Zica- PT/SP. Aprovado  unanimemente pelo CCJC e pelo Plenário da Câmara 
dos Deputados, a Proposição, ainda no ano de 2006, foi encaminhada para o Senado Federal, não tendo 
sida aprovada, até o momento. 
DE QUE TRATA A LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.
A lei pune (ou permite a punição pelo Estado) a discriminação e o preconceito de: 
a) raça; 
b) cor; 
c) etnia; 
d) religião; 
e) procedência nacional;
Com a aprovação do PLC Nº 122, de 2006, pelo Senado Federal, a Lei nº 7.716/89, mencionada, 
passará a punir também a discriminação e o preconceito de:
f) gênero; 
g) sexo;  
h) orientação sexual;  
 i) identidade de gênero. 
Lei nº 7.716, de 5 de Janeiro de 1989 
LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.
                 Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. 
                       Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, f) gênero; g) sexo; h) orientação sexual; i) identidade de gênero.
(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) .
        Art. 2º (Vetado).
        Art. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos. 
        Pena: reclusão de dois a cinco anos. 3
        Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada. 
        Pena: reclusão de dois a cinco anos. 
        Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador. 
        Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau. 
        Pena: reclusão de três a cinco anos. 
        Parágrafo único. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço). 
         Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar. 
        Pena: reclusão de três a cinco anos. 
         Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público. 
    Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público. 
        Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabelereiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades. 
        Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 11. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos: 
        Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 12. Impedir o acesso ou uso de transportes públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido. 
        Pena: reclusão de um a três anos. 
        Art. 13. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas. 
        Pena: reclusão de dois a quatro anos. 4
        Art. 14. Impedir ou obstar, por qualquer meio ou forma, o casamento ou convivência familiar e social.
        Pena: reclusão de dois a quatro anos. 
        Art. 15. (Vetado).
        Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública, para o servidor público, e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses.
        Art. 17. (Vetado).
        Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta Lei não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença. 
        Art. 19. (Vetado).
        Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, f) gênero;`g) sexo; h) orientação sexual; i) identidade de gênero ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
        Pena: reclusão de um a três anos e multa. 
        § 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou 
propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
        Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 
        § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
        Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 
        § 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
        I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo; 
        II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. 
         § 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
        Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. (Renumerado pela Lei nº 8.081, de 21.9.1990)5
        Art. 22. Revogam-se as disposições em contrário. (Renumerado pela Lei nº 8.081, de 21.9.1990)
  De que trata a Lei nº 7.716, de 5 de Janeiro de 1989. 
A  lei pune (ou permite a punição pelo Estado) a discriminação e o preconceito de: 
a)  raça; 
b)  cor; 
c)  etnia; 
d)  religião; 
e)  procedência nacional; 
  Com a aprovação do PLC Nº 122, de 2006, pelo Senado Federal, a Lei nº 7.716/89, mencionada, passará a punir também a discriminação e o preconceito de: 
f)  gênero; 
g)  sexo; 
h) orientação sexual; 
i)  identidade de gênero 
Código Penal – Como é Injúria 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: 
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; 
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: 
Pena  - detenção, de  três meses  a um  ano,  e multa, além da pena correspondente à violência. 
§ 3º- Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes  a  raça,  cor,  etnia,  religião,  origem  ou  a 
condição  de  pessoa  idosa  ou  portadora  de deficiência:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  10.741,  de 2003). 6
Pena - reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997) 
PLC Nº 122- Como ficará Injúria 
Art. 140 – (...) 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e Identidade de gênero, ou a condição de pessoa Idosa ou portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
CLT – Como é 
Art.  5º  - A  todo  trabalho  de  igual  valor corresponderá  salário  igual,  sem distinção de sexo.
PLC Nº 122- Como ficará 
“Art. 5º  - A  todo  trabalho de  igual valor corresponderá  salário  igual,  sem distinção de sexo. 
Parágrafo único.  Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade,ressalvadas, neste caso, as hipóteses de proteção ao menor previstas no inciso XXXIII do art. 7° da Constituição”.